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Cidade viveu durante anos uma estagnação no setor imobiliário com poucos lançamentos e baixa valorização dos imóveis. No entanto, nos últimos anos houve uma reversão do cenário.
São Gonçalo viveu durante anos uma estagnação no setor imobiliário com poucos lançamentos e baixa valorização dos imóveis. No entanto, nos últimos anos houve uma reversão do cenário com diversos lançamentos residenciais e elevação no preço dos imóveis. Os motivos do otimismo em relação à cidade não são difíceis de apontar. A instalação do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, vai espalhar por toda a região novas empresas ligadas ao setor e trazer novos moradores. Outro fator determinante é o programa "Minha casa, minha vida", do governo federal.
O sócio-diretor da Zacar Administradora de Imóveis, Badi Lopes Gabriel, destaca a importância do programa para o mercado de São Gonçalo.
"O 'Minha casa, minha vida' está sendo fundamental para o mercado. Cerca de 90% dos imóveis vendidos em São Gonçalo possuem algum tipo de financiamento".
Já o gerente da incorporadora Bauherr, Péricles José Electo, destaca que a expansão do crédito nos últimos anos e os lançamentos ainda não foram suficientes para atender à demanda da cidade por imóveis mais populares.
"O mercado melhorou muito nos últimos anos devido à facilidade de pegar crédito tanto nos bancos privados como nos públicos. Mas ainda assim, faltam imóveis na faixa de R$ 80 mil a R$ 100 mil".
Um levantamento feito por O FLUMINENSE, em agosto, revelou que nos últimos dez anos quem investiu no mercado imobiliário em São Gonçalo fez um bom negócio. Os imóveis na cidade valorizaram 280% na última década. O sócio-diretor da Zacar Administradora contou que nos últimos dois anos o preço dos imóveis disparou ainda mais na cidade.
"Dependendo do local o imóvel pode ter até dobrado de preço nos últimos dois anos. Um apartamento usado de dois quartos está custando, em média, R$ 150 mil".
De acordo com Badi Lopes Gabriel, o momento positivo do mercado está atraindo pessoas além de novos moradores. "Está acontecendo algo muito incomum para São Gonçalo. Há muitos investidores migrando das aplicações em bancos e na bolsa de valores para o mercado imobiliário na cidade".
A instalação do Comperj, em Itaboraí, também está impactando o mercado em São Gonçalo, que deve receber nos próximos anos, além mais habitantes, novas empresas ligadas ao setor de petróleo e gás. O Complexo Industrial e Empresarial de São Gonçalo (Ciesg), em Guaxindiba, deve abrigar muitas destas companhias pela proximidade do complexo. Segundo a Prefeitura de São Gonçalo, a valorização no local cresceu aproximadamente 34 vezes nos últimos cinco anos. Em 2006, o valor do metro quadrado custava R$ 6, enquanto hoje em dia para se comprar um terreno (próximo da estrada - BR-101) o metro quadrado vale em torno de R$ 200.
Entretanto, o crescimento da cidade demanda oferta de serviços e infraestrutura. É justamente neste quesito que São Gonçalo ainda deixa a desejar, de acordo com Badi.
"Há um problema de infraestrutura na cidade. Os investimentos não estão acompanhando o crescimento da cidade. O trânsito, por exemplo, está ficando ruim".
Péricles José Electo também concorda que infraestrutura é o principal problema da cidade para os próximos anos.
"O que São Gonçalo precisa é de infraestrutura. A água precisa chegar a todos os bairros".
A Prefeitura garante que está atenta às demandas de infraestrutura na cidade e promete fazer investimentos. Segundo a prefeita, Aparecida Panisset, o município possui recursos para melhorar a infraestrutura.
"Desde 2005, a Prefeitura passou a apresentar uma arrecadação crescente de forma constante e contínua".
De acordo com a Prefeitura, o cronograma de obras estabelece que, até o final do mandato da prefeita, 16 bairros estarão completamente drenados e pavimentados. Além disso, a rede de saúde vai ser ampliada com reformas e construções de postos de saúde. Paralelamente, através de um convênio com a Cedae, foi elaborado um cronograma de ações que vai garantir um melhor abastecimento de água no município.
Quem parece estar apostando em São Gonçalo é a Construtora Mudar. A empresa lançou três condomínios. São 83 casas localizadas no Residencial Parque dos Canários e 880 apartamentos, divididos entre o Parque dos Bem-Te-Vis e o Parque dos Sabiás, todos serão erguidos no bairro Arsenal. Os imóveis de dois quartos serão vendidos por R$ 82,6 mil, com parcelas a partir de R$ 225.
"Idealizamos um projeto misto que oferecesse infraestrutura completa, com área de lazer, apartamentos, casas, segurança e conforto", afirma o presidente da Mudar, Augusto Martínez de Almeida.
"Nosso objetivo com este complexo é investir num conceito de bairro, o que garantirá mais qualidade de vida às famílias", completa.
De acordo com Martinez, os principais compradores serão casais e famílias com crianças em busca de seu primeiro imóvel próprio, de 18 a 50 anos, que moram em São Gonçalo e regiões periféricas de Niterói e Maricá. Os apartamentos terão um, dois ou três quartos, de metragens que variam de 44 metros quadrados a 83 metros quadrados. As casas terão um quarto e dois quartos, com tamanhos que vão de 120 metros quadrados a 209 metros quadrados.
Segundo a construtora, o empreendimento vai atrair novos moradores por ser de fácil acesso a partir de Niterói e da Região dos Lagos, com boa oferta de transporte. De acordo com a construtora, os clientes vão poder aproveitar um empreendimento reservado - longe do movimento de grandes avenidas -, com grandes áreas verdes e que mantém a vista das montanhas do Rio e de Pendotiba.
A Placon Construtora investiu no Condomínio Chácara das Flores, constituído de três edifícios: Residencial das Rosas, Residencial dos Girassóis, Residencial dos Hibiscos em uma área de 11,4 mil metros quadrados no Boaçu. Os apartamentos são de dois quartos com varanda, vaga de estacionamento e uma área de lazer privativa, com duas piscinas, churrasqueiras, dois salões de festas e quadra gramada. Fonte:O Fluminense, Bruno Uchôa - 20/11/2011
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